O personalismo sociopático é um condicionamento psíquico marcado por um egocentrismo exacerbado, que demonstra desdém às normas sociais, com completa insensibilidade pelos sentimentos alheios.
Existem muitas pessoas com esse tipo de perfil individualista ao extremo, as quais não sentem por isso nenhuma culpa ou remorso, focando-se exclusivamente nas suas vontades próprias.
Enquanto no plano individual esta condição está associada a um distúbio denominado Transtorno de Personalidade Antissocial, esse padrão comportamental possui dimensões mais específicas quando elevado ao patamar das relações sociais.
A crença em salvadores da pátria, por exemplo, no âmbito da política eleitoral, é uma espécie de vício cultural que atinge muitas vezes o nível de uma verdadeira doença coletiva.
Seguem algumas características da postura de muitos políticos inescrupulosos que exploram a boa-fé de grupos coletivos com um indisfarçado apelo personalista:
1) Manipulação e charme ─ frequentemente usam uma fachada de simpatia para ludibriar e explorar as pessoas de boa vontade;
2) Impulsividade ─ agem por instinto, demonstrando quase sempre muita irritabilidade e agressividade;
3) Ausência de empatia ─ apresentam enorme dificuldade em assimilar e convalidar o sofrimento alheio;
4) Mentiras compulsivas ─ recorrem à uma constante dissimulação para obter benefícios pessoais.
Esse traço psicológico costuma se manifestar já no início da juventude e perdura pela vida afora, sendo que individualmente pode ser tratado através de terapias próprias.
Mas no plano coletivo consiste em um desafio diário tentar compreender a complexidade das suas implicações, para enfim repelir com eficácia este tipo nefasto de comportamento.

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