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sábado, 25 de julho de 2026

2026 ─ CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FIDEL CASTRO

    "Nossa grandeza às vezes não é vista, porque é invisível para alguns; não é comercializada, porque não tem valor comercial. Não se esconde, porque é digna e pura. Mas, sim, ela pode ser sentida: nos povos libertados, nos doentes tratados e na cura aprimorada, na alfabetização e na instrução do povo, no atleta formado, no artista exposto. E nossos inimigos também sentem isso. Eles sentem tanto que todos os dias fazem planos para acabar com essa grandeza. É por isso que eles nos odeiam, pela ideia que representamos, pelo exemplo que estabelecemos. Mostramos que, com vontade e coragem, outro mundo, sim, é possível”.

40 ANOS DA CAMPANHA CONSTITUINTE (1986)

Não basta repudiar o mal, é preciso combatê-lo;
não basta desejar o bem, é preciso construí-lo.
Desde que o poder político foi retirado do povo, em 1964, a atividade dos homens públicos passou a ter uma imagem pessimista e de pouco valor moral.
Nossos verdadeiros líderes estavam mortos, banidos, presos ou emudecidos, e “político” passou a ser uma pessoa mal vista, principalmente por conviver com instituições falsas e más, cruéis para o povo e nocivas ao Brasil.
Hoje há uma nesga de luz de esperança, há uma ponte entre o nosso abismo e um possível futuro onde a Razão e o Bem, através da DEMOCRACIA, restituam ao povo brasileiro a Paz, que é a sua Vocação, e a Prosperidade que é o direito que lhe propicia este país de incomensuráveis riquezas naturais, povoado de gente generosa e pacífica.
O Congresso Nacional Constituinte é o instante fundamental desse sonho dos brasileiros.
Advogado e professor há quase três décadas, vivendo intensamente o drama do povo brasileiro, senti-me convocado a participar, especialista que sou, da elaboração de nossa futura Constituição.
Para isso preciso de seu apoio e peço seu voto.
Será uma tarefa árdua, que exigirá técnica, muita independência, muita lealdade. Dela resultará uma lei, a Lei Suprema dos brasileiros.
Sendo uma lei, a Constituição será um texto cheio de palavras complicadas para a maioria de nós. Mas espero poder fazer com que ela se resuma na mais sublime expressão que já se viu:
Ama teu próximo como a ti mesmo”.

Marçal Etienne Arreguy.

segunda-feira, 5 de maio de 2025

ABDIAS, INTÉRPRETE DO BRASIL


Abdias Nascimento é uma figura central na luta contra o racismo e nos movimentos negros do Brasil, como podemos ver tanto em seus textos republicados quanto nas recentes exposições de sua obra artística. A reedição de obras marcantes, como Genocídio do negro brasileiro e Quilombismo, trouxe ao público contribuições fundamentais dele, que certamente se tornaram clássicos. 
No entanto, ainda há a necessidade de uma análise mais ampla que considere toda a trajetória de Abdias. Este livro tem como objetivo apresentá-lo como um intérprete do Brasil. Apesar de suas posições e contribuições, esse resgate contemporâneo de Abdias ainda não o colocou no panteão dos grandes pensadores sociais do país. 
Até agora, ele tem sido visto mais como uma “caixinha particularista do ethnos”, voltada aos intelectuais e pensadores negros, como um recorte específico, pois sua contribuição é muitas vezes associada apenas à questão racial. No entanto, falar do Brasil, de seus sonhos, medos e projeções, é inevitavelmente falar de raça. 
Desde o século XIX, qualquer debate sobre os destinos, as identidades e os projetos nacionais do Brasil passou pela questão racial. Muitos dos nomes considerados pilares do pensamento brasileiro, como Joaquim Nabuco, Oliveira Vianna, Euclides da Cunha, Nina Rodrigues, Arthur Ramos, Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro, também abordaram a racialidade para refletir sobre o destino e o sentido do país. 
Assim, resgatar o pensamento de Abdias Nascimento busca evidenciar sua importância como referência para compreender o Brasil a partir do século XX, uma perspectiva que está diretamente ligada ao seu engajamento político e às suas ações enquanto intelectual.