Muitos analistas de geopolítica costumam comparar a atual decadência dos Estados Unidos com o processo histórico de ascensão e queda do império romano.
De fato há alguns pontos de convergência entre estas duas situações distantes cerca de dois mil anos entre si, afinal a experiência romana serve como parâmetro para várias situações sociopolíticas que se sucedem na História.
Os romanos chegaram à Inglaterra no ano 55 a.C., quando Júlio César atravessou o canal da Mancha com o objetivo inicial de reconhecimento militar e imposição de tributos.
A invasão definitiva só ocorreu cem anos depois, em 43 d.C., sob o comando do imperador Cláudio, fundador da província romana da Britânia, que perdurou até 410 d.C..
Antes de Cláudio, porém, o imperador Calígula tinha feito diversas tentativas de invasão da ilha, transformando a missão de subjugar a Inglaterra em plataforma política e matéria de propaganda.
Impossibilitado de avançar no seu propósito, Calígula forjou uma conquista que nunca existiu, em uma operação militar teatral que mobilizou cerca de 200 mil soldados romanos.
Para ludibriar a população romana, Calígula selecionou entre seus próprios homens aqueles que tinham a aparência física dos ingleses, deixando-os alguns dias encarcerados sob privações e penúrias.
Depois o tirano desfilou com esses estropiados pelas ruas de Roma, como se eles fossem prisioneiros de guerra.

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