Desde que o poder político foi retirado do povo, em 1964, a atividade dos homens públicos passou a ter uma imagem pessimista e de pouco valor moral.
Nossos verdadeiros líderes estavam mortos, banidos, presos ou emudecidos, e “político” passou a ser uma pessoa mal vista, principalmente por conviver com instituições falsas e más, cruéis para o povo e nocivas ao Brasil.
Hoje há uma nesga de luz de esperança, há uma ponte entre o nosso abismo e um possível futuro onde a Razão e o Bem, através da DEMOCRACIA, restituam ao povo brasileiro a Paz, que é a sua Vocação, e a Prosperidade que é o direito que lhe propicia este país de incomensuráveis riquezas naturais, povoado de gente generosa e pacífica.
O Congresso Nacional Constituinte é o instante fundamental desse sonho dos brasileiros.
Advogado e professor há quase três décadas, vivendo intensamente o drama do povo brasileiro, senti-me convocado a participar, especialista que sou, da elaboração de nossa futura Constituição.
Para isso preciso de seu apoio e peço seu voto.
Será uma tarefa árdua, que exigirá técnica, muita independência, muita lealdade. Dela resultará uma lei, a Lei Suprema dos brasileiros.
Sendo uma lei, a Constituição será um texto cheio de palavras complicadas para a maioria de nós. Mas espero poder fazer com que ela se resuma na mais sublime expressão que já se viu:
“Ama teu próximo como a ti mesmo”.
Marçal Etienne Arreguy.

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