Neste ano que celebramos o centenário do nascimento de Fidel Castro é importante relembrar o que representa o Movimento 26 de Julho na história da revolução cubana.
A data, do ano de 1953, refere-se ao primeiro levante contra o regime autoritário do ditador Fulgêncio Batista, que no ano anterior havia tomado o poder com um golpe militar, promovendo a ruptura democrática na ilha caribenha.
Fidel era então um jovem advogado, filho de fazendeiro, que defendia basicamente os valores da democracia liberal.
Por isso a indignação que o levou a tomar a drástica atitude de liderar um ataque militar ao Quartel de La Moncada, na cidade de Santiago de Cuba, no dia 26 de julho de 1953.
A rebelião fracassou, muitos rebeldes foram mortos e o líder do grupo Fidel Castro foi preso, junto com alguns companheiros que se salvaram do embate contra as forças do governo.
Condenado a 15 anos de prisão, Fidel declarou no seu julgamento a célebre frase: "a História me absolvirá".
Libertados após dois anos por uma anistia conquistada em uma campanha popular, Fidel e seus companheiros fundaram o Movimiento 26 de Julio, no dia 12 de junho de 1955, com o objetivo de restaurar a democracia em Cuba, nem que fosse na bala.
Em seguida os rebeldes foram obrigados a deixar o país e a se asilar no México, onde iniciaram na clandestinidade os treinamentos militares para um novo levante contra o governo Batista.
Foi neste período que Fidel conheceu Che Guevara na Cidade do México, um aventureiro recém formado em Medicina.
Che por acaso havia estado na Cidade da Guatemala em 1954, quando os Estados Unidos derrubaram o governo de Jacobo Árbens com um ataque militar, impondo aos guatemaltecos uma ditadura submissa aos interesses de Washington.

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