A passagem do século XVIII para o XIX marca o início da era contemporânea, com o advento de uma nova ordem política de natureza constitucional e republicana. No plano econômico, surgiu um novo modelo de produção e consumo, baseado na utilização de novas fontes de energia para a fabricação em larga escala de bens, no contexto da chamada “Revolução Industrial”.
Hoje, mais de duzentos anos depois, os avanços sociais e as conquistas da democracia são indicadores evidentes do progresso civilizatório, mas o sistema econômico predominante, tanto na estrutura interna das nações como nas relações internacionais, caminha em direção a um colapso ambiental, devido ao abuso e ao desperdício dos recursos naturais do planeta.
No limiar do terceiro milênio da era cristã, os povos do mundo inteiro já perceberam que não podem mais continuar alheios à degradação ambiental do planeta Terra. Todos os habitantes do mundo inteiro precisam estar plenamente integrados a programas de preservação ecológica, para manter o equilíbrio dos ambientes naturais, através de um planejamento adequado e constante que favoreça as ações conservativas e restauradoras, como condição “sine qua non” para a própria existência da humanidade.
Os planos de desenvolvimento econômico e de expansão das infraestruturas urbanas devem ser elaborados por fórmulas equilibradas de exploração dos recursos naturais. Além da devida regulação da atividade privada, a oferta de serviços públicos, os equipamentos urbanos e o saneamento ambiental são fatores fundamentais na defesa do meio ambiente e na promoção da justiça social.
A distribuição de bens e riquezas, através da consolidação de projetos sociais capazes de manter a população ativa e saudável, pode garantir a harmonia interativa nos diversos tipos de ecossistemas naturais em que as comunidades humanas estão inseridas. Diante da ocorrência de catástrofes ambientais de proporções planetárias, resultantes de uma estrutura econômica descontrolada de acúmulo de riquezas e de produção de bens de consumo, tornou-se urgente a substituição do velho modelo do capitalista selvagem, arraigado em práticas irresponsáveis e forjado no ímpeto da ganância e do imediatismo.
É inquestionável a urgência a adoção de um novo modelo de desenvolvimento ambientalmente sustentável. baseado no consumo permanente e equilibrado dos recursos naturais, que são vitais para a sustentação dos ecossistemas naturais da Terra. Neste sentido, é essencial conscientizar populações inteiras de consumidores sobre a necessidade de medidas práticas e constantes de preservação e controle dos vários fatores que interferem na qualidade do meio ambiente.
Novas políticas globais, mais ecológicas, humanas e racionais, precisam ser implementadas em todos os cantos do planeta, não só para garantir a preservação de ecossistemas naturais que ainda não foram destruídos, como também para permitir a recuperação de muitos ambientes que já foram degradados.
CONSCIÊNCIA AMBIENTAL
PERSPECTIVAS ECOLÓGICAS PARA O SÉCULO XXI

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