A partir do século XIX, o processo histórico de competição entre os estados nacionais pelas conquistas econômicas da Revolução Industrial levou o planeta a uma situação de caos social e ecológico, gerando um problema extremamente complexo de difícil solução. Os desastres ambientais que sistematicamente ocorrem na história recente da humanidade são sintomas de um desequilíbrio socioeconômico e da precária condição de vida da maioria das populações da Terra.
Tornou-se inadiável uma mudança radical no atual modelo de produção e consumo de bens e energia, com base no petróleo, na radioatividade e em muitas outras substâncias químicas nocivas ao meio ambiente. Será necessário implantar um novo modelo que seja econômica e ambientalmente sustentável, utilizando fontes renováveis de matéria prima e de energia limpa, como o Sol, o vento, os biocombustíveis e a biomassa.
Para preservar as condições de vida no planeta precisamos adotar com urgência medidas inovadoras e permanentes de saneamento ambiental, com a substituição e a reciclagem das matérias-primas que a população utiliza no dia-a-dia. Por isso a conscientização ecológica de todos povos do planeta é um fator fundamental para que novas políticas econômicas e sociais sejam efetivamente praticadas pelas comunidades humanas.
É necessário incentivar uma nova cultura de consumo e um novo modelo de produção que permitam manter o equilíbrio ambiental dos ecossistemas da Terra. Os diversos componentes e subprodutos da indústria não podem ser causa da eliminação das variadas formas de vida natural e dos elementos essenciais de seus habitats.
No plano social, na sociedade mundial do Terceiro Milênio existe uma assustadora desigualdade de renda e baixíssimos níveis de qualidade de vida para uma maioria de cidadãos menos privilegiados. Além dos danos ao meio ambiente físico em si, a injustiça social e a extrema pobreza de boa parte das populações do planeta estão diretamente relacionadas ao desequilíbrio ambiental.
Neste sentido, é inquestionável que a fome e a indigência de imensos contingentes populacionais são essencialmente problemas de fundo ecológico. Um relatório da ONU sobre desenvolvimento humano, publicado em 1999, com base em 174 países, demonstra que a diferença de renda entre os 20% mais ricos da população mundial e os 20% mais pobres, medida pela renda nacional média, aumentou de 30 para 1, em 1960, para 74 para 1, em 1997.
Para preservar as condições de vida no planeta precisamos adotar com urgência medidas inovadoras e permanentes de saneamento ambiental, com a substituição e a reciclagem das matérias-primas que a população utiliza no dia-a-dia. Por isso a conscientização ecológica de todos povos do planeta é um fator fundamental para que novas políticas econômicas e sociais sejam efetivamente praticadas pelas comunidades humanas.
É necessário incentivar uma nova cultura de consumo e um novo modelo de produção que permitam manter o equilíbrio ambiental dos ecossistemas da Terra. Os diversos componentes e subprodutos da indústria não podem ser causa da eliminação das variadas formas de vida natural e dos elementos essenciais de seus habitats.
No plano social, na sociedade mundial do Terceiro Milênio existe uma assustadora desigualdade de renda e baixíssimos níveis de qualidade de vida para uma maioria de cidadãos menos privilegiados. Além dos danos ao meio ambiente físico em si, a injustiça social e a extrema pobreza de boa parte das populações do planeta estão diretamente relacionadas ao desequilíbrio ambiental.
Neste sentido, é inquestionável que a fome e a indigência de imensos contingentes populacionais são essencialmente problemas de fundo ecológico. Um relatório da ONU sobre desenvolvimento humano, publicado em 1999, com base em 174 países, demonstra que a diferença de renda entre os 20% mais ricos da população mundial e os 20% mais pobres, medida pela renda nacional média, aumentou de 30 para 1, em 1960, para 74 para 1, em 1997.
A distribuição mundial da renda é tão injusta que chega mesmo a ser grotesca: os ativos dos três maiores multimilionários individuais do planeta são superiores ao PIB conjunto de todos os países menos desenvolvidos e dos seus 600 milhões de habitantes. No atual fluxo internacional de riquezas, a parcela dos 20% da população que vive em países de renda mais elevada concentra 86% do PIB e 82% das exportações mundiais, enquanto que os 20% mais pobres obtém apenas 1% do PIB e das exportações.
Paradoxalmente, a integração econômica do planeta, através do processo moderno de globalização, tem contribuído para aumentar ainda mais a desigualdade entre os povos. A mundialização do planeta tem favorecido apenas as operações comerciais e financeiras, facilitando as transações internacionais sem garantir, contudo, o desenvolvimento de políticas de direitos sociais, como se o progresso mundial dependesse apenas da livre operação dos mercados.
A reforma das instituições financeiras e dos fóruns internacionais representa uma das principais reivindicações dos chamados “países emergentes”, para que sejam adotadas medidas efetivas de justiça social em nível global, que conduzam ao equilíbrio econômico e ao desenvolvimento sustentável para todos os países do planeta.
CONSCIÊNCIA AMBIENTAL
PERSPECTIVAS ECOLÓGICAS PARA O SÉCULO XXI

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